30.11.11

A pequena Rosa Branca



A Rosa do mundo não é para mim.
Para mim quero apenas a pequena rosa branca da Escócia
De cheiro agreste e doce — e que destroça o coração.

Hugh MacDiarmid (1892-1978)
trad. Sara Soares de Oliveira
— Rosa do Mundo, Assirio e Alvim




quiet moment

Vais-te embora, Corto Maltese?


— Vais-te embora, Corto Maltese? ... pergunta-lhe ela, sabendo a resposta.

Ele não lhe responde. Esta pergunta não tem resposta. É uma pergunta retórica. Uma pergunta retórica é uma pergunta que não espera resposta. Esta pergunta não só não espera resposta como não quer resposta. Não quer aquela resposta.

Numa praia da Irlanda ele aproxima-se dela por detrás e coloca-lhe a mão sobre o ombro:
Vais-te embora, Corto Maltese?


29.11.11

María Sabina



"Hay un mundo más allá del nuestro, un mundo que está lejos, también cercano e invisible. Ahí es donde vive Dios, donde vive el muerto y los santos. Un mundo donde todo ha pasado ya, y se sabe todo. Ese mundo habla. Tiene un idioma propio. Yo informo lo que dice. El hongo sagrado me toma de la mano y me lleva al mundo donde se sabe todo. Allí están los hongos sagrados, que hablan en cierto modo que puedo entender. Les pregunto y me contestan. Cuando vuelvo del viaje que he tomado con ellos, digo lo que me han dicho y lo que me han mostrado."

María Sabina
(1894-1985)



Mayan mushroom stones 1000 - 300 B.C.
(Schultes & Hofmann 1979)


Terence McKenna: Books, Articles & Transcripts




A collection of 7 books, 70 articles, essays & transcripts, some photos from the upcoming book, "The Brotherhood of the Screaming Abyss!" by Dennis McKenna and a preview of Klea McKenna's "The Butterfly Hunter".

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Osho : paz e harmonia




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Coragem e Prazer de viver perigosamente.pdf
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María Sabina: Mujer Espíritu


María Sabina: Mujer Espíritu (1978, Mexico)

An intimate portrait of the world-renowned Mazatec curandera and her extensive use of psilocybe mushrooms as a healing aid. Narrated by Maria's biographer, Alvaro Estrada; directed by Nicolas Echevarria. Hard coded English subtitles.

Mushroom Ceremony Of The Mazatec Indians


María Sabina - Mushroom Ceremony of the Mazatec Indians of Mexico (1957)
Original release: Folkways Records 8975, 1957

Recording by Gordon & Valentina Wasson in Huautla de Jiménez,
an the Mazatec Mountains on the northern corner of the State of Oaxaca, Mexico, July 21, 1956

Participants: native Mexican curandera (witch-doctor) Maria Sabina, a male Mazatec indian, the Wassons and some research friends of theirs.

1. Chjon Nka (2:53)
2. Chjon Nca Catain (4:45)
3. Santo...Nana (2:07)
4. Papa Papai (1:26)
5. Na? Al-Ni Tso (1:04)
6. Ji ñai na (1:46)
7. Jan Jesu Cri (3:42)
8. Ji ñai (4:20)
9. San Pedro (3:32)
10. Soso Soso... (2:38)
11. Name of Plants (1:35)
12. Pedro Martinez (1:17)
13. Don't Be Concerned, Old One (2:37)
14. Birds (1:37)
15. Humming, Etc... (1:52)
16. Soft Singing (4:23)
17. Finale (0:48)

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The insert booklet is essential, and contains one of the relatively few photos of the Wasson couple, looking quite the explorers and a long way from Gordon Wasson's NYC banking background. See scans below for more background information and a partial translation of Sabina's rap.

Comments: This field recording is of substantial historical interest, both as the earliest known vinyl document of people under the influence of hallucinogens, and as part of the Wasson couples legendary forays into remote Mexican mountains on the trail of an obscure mushroom cult. Wasson's exploits became the subject of a Life magazine article which is a watershed event in the history of psychedelics, and the psilocybin shrooms would attract interest from the whole academic/literary/ethno-botanic hallucinogen set in the late 1950s. Although the Mazatec mushroom culture has been well documented over the years, this particular LP has drawn less attention than Wasson's works and the many subsequent essays and books published, but is obviously worth attention.



The actual contents feature curandera Maria Sabina (who would later become famous, as part of the Wasson effect) eating the shrooms and setting out on a transcental journey to invoke the mushroom spirit, reporting with a steady flow of words her experiences. The reports are spoken in her native Mazatec dialect, but an ambitious translation/transcription attempt by a linguistic expert can be found on the accompanying booklet. The mushroom cult is eclectic, combining elements of Catholicism with a pantheistic strain, in a way typical for many surviving plant cults around the world. Her voice is an old woman's, often tired, sometimes venturing into sing-songy nursery rhyme structures, and during the beginning of side 2 (where she's peaking, bro) moving into a very rapid, unbroken flow of words. Rather remarkable, and according to those who have tripped with it, an efficient guide despite not being a successful invocation of the mushroom spirit (see booklet scans below for explanation). Sounds of nature, nightbirds, barking dogs, and frequent mutterings from Sabina's fellow Mazatec traveller are also audible.

María Sabina




María Sabina decía:
"los niños santos curan las llagas, las heridas del espíritu. Los niños se toman de noche; para esto se celebra la velada frente a imágenes de santos de la iglesia. Soy sabia, curo con lenguaje".



28.11.11

O último dia...


"Aquele era o seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso"

Naquela manhã, sentiu vontade de dormir um pouco mais. Estava cansado, tinha-se deitado muito tarde e não havia dormido bem. Mas logo abandonou a ideia de ficar um pouco mais na cama e levantou-se, pensando nas muitas coisas que precisava fazer na empresa.
Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado e nem nas olheiras escuras, resultado de noites mal dormidas.

Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem muita convicção. Desprezou os lábios da esposa que se ofereciam para um beijo de despedida. Não entendia porque é que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia pedindo mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava?
Entrou no carro e saiu. Pegou o telemóvel e ligou para a filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha o lembrou de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e convidou-o para almoçar.
Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto. Mas não podia, naquele dia, sair da empresa. Quem sabe no próximo fim de semana?

Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava lotada e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam o seu tempo com conversa fiada. Na hora do almoço, pediu à secretária para trazer um sanduíche e um refrigerante 'diet'. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando.

Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas logo concluiu que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar.
Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou ao trabalho, "a vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Saiu para uma reunião já meio atrasado. Não esperou pelo elevador. Desceu as escadas pulando os degraus de dois em dois. Entrou no carro e quando ia engatar a marcha, sentiu de novo o mal estar e agora com uma dor forte no peito.

O ar começou a faltar... A dor foi aumentando... O carro desapareceu... Os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do tecto, tudo se foi sumindo diante dos seus olhos, ao mesmo tempo que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. A esposa, o netinho, a filha e uma após outra, todas as pessoas de que mais gostava. Por que é que não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que é que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo hoje de manhã?

A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento.
Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte: a dor da coronária entúpida ou a da alma rasgando. Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro do coração e dos olhos escorreram lágrimas silenciosas...
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...

Queria... Queria... Mas não havia mais tempo...

Roberto Shinyashiki, do livro O Sucesso é ser feliz


27.11.11

Strange Fruit grows on southern trees


Southern trees bear a strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black body swinging in the Southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.

Pastoral scene of the gallant South,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolia sweet and fresh,
And the sudden smell of burning flesh!

Here is a fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for a tree to drop,
Here is a strange and bitter crop.

Billie Holiday - Strange Fruit - download mp3


“Strange Fruit“
This is one part of many parts of our black history


Steve Jobs: 2as Biografias



Steve Jobs: A Biografia por Walter Isaacson
Pt-Br | PDF | ePub | 980 págs. | 22.4 MB

'Steve Jobs: A Biografia' é o resultado de mais de 40 entrevistas que tiveram lugar ao longo de dois anos, após Jobs ter descoberto que sofria de cancro no pâncreas. Tem inúmeras revelações daquele que será para sempre um ícone e um revolucionário da tecnologia.


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A Cabeça de Steve Jobs – Leander Kahney
Pt-Br | PDF | 108 págs. | 9 MB

FileSonic
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youtube

21.11.11

o lendário ósculo socialista

Léonid Brejnev e Eric Honecker, outubro 1979, foto: Regis Bossu

A fotografia de R. Bossu é conhecida, tal como mais tarde o graffiti de D. Vubrel no que restou do muro de Berlim se tornou um icone da cultura pop dos anos 90.
Em Outubro de 1979 em Berlim leste, na celebração dos 30 anos da criação da República Democrática Alemã e após o discurso de Leonid Brezhnev, o chanceler Erich Honecker levanta-se para abraçar o seu aliado politico e juntos se fundem num surpreendente beijo... mais tarde alguém dissera "...nada de amor, mas apenas o cumprimento do «protocolo» socialista...". E assim foi o protocolo comemorativo dos trinta anos do regime socialista alemão, ...nada de amores.
Mas com o passar do tempo, tudo se fez para que a fotografia fosse caindo no esquecimento até que a queda do muro e a criação da East Side Gallery, Dmitri Vubrel pinta “O beijo da irmandade” e o que 10 anos não haviam conseguido apagar com o titulo "Meu Deus, ajuda-me a sobreviver a este amor mortal" (Mein Gott hilf mir, diese tödliche Liebe zu überleben).


Mein Gott hilf mir, diese tödliche Liebe zu überleben


o graffiti original em 1991
Regis Bossu e Dmitri Vubrel em 2009


Em 2009 as autoridades alemãs demoliram algumas das obras existentes na East Side Gallery. Por estarem expostas no exterior, muitas haviam sido vandalizadas e outras impossiveis de restaurar. Para marcar o 20 º aniversário da queda do Muro, o Municipio de Berlim havia pedido aos artistas se podiam restaurar ou redesenhar as suas obras, embora alguns se tenham recusado, esta foi uma oportunidade para o encontro dos dois artistas.

Benetton | UnHate

UNHATE a nova campanha publicitária da United Colors of Benetton já está a dar que falar, basta ver as 6 imagens dos "Chefes" a beijarem-se... metáfora ou ironia... seja como fôr, UnHate pede ou celebra uma atitude positiva:

“What does UNHATE mean? UN-hate. Stop hating, if you were hating. Unhate is a message that invites us to consider that hate and love are not as far away from each other as we think. Actually, the two opposing sentiments are often in a delicate and unstable balance. Our campaign promotes a shift in the balance: don’t hate, Unhate”

Creation of a new culture of tolerance



18.11.11

Ashes and Snow


Ashes and Snow by canadian artist Gregory Colbert is an installation of photographic artworks, films and a novel in letters that travels from city to city in the Nomadic Museum, a temporary structure built exclusively to house the exhibition.
The work explores the shared poetic sensibilities of human beings and animals.
To date, Ashes and Snow has attracted more than 10 million visitors, making it the most attended exhibition by a living artist in history.
“In exploring the shared language and poetic sensibilities of all animals, I am working towards rediscovering the common ground that once existed when people lived in harmony with animals. The images depict a world that is without beginning or end, here or there, past or present.”
- Gregory Colbert
Each exhibition consists of more than fifty large-scale mixed media photographic artworks and three film installations.
The photographic artworks measure approximately 3.5 by 2.5 meters (11.5 x 8.25 feet). Each one is created using an encaustic process on handmade Japanese paper.
The films include one 60-minute full-length 35mm film and two short films, they are poetic narratives rather than documentaries.
None of the photographic or film images have been digitally collaged or superimposed.
The title Ashes and Snow refers to the literary component of the exhibition—a fictional account of a man who, over the course of a yearlong journey, composes 365 letters to his wife. Fragments of the letters comprise the narration in the films.

'Feather to fire,
fire to blood,
blood to bone,
bone to marrow,
marrow to ashes,
ashes to snow...'

- excerpt from Ashes and Snow: A Novel in Letters by Gregory Colbert


'The whales do not sing because they have an answer.
They sing because they have a song.

What matters is not
what is written on the page,
what matters is
what is written in the heart.'

- excerpt from Ashes and Snow: A Novel in Letters by Gregory Colbert



"I'm struggling in relearning what I knew as a child that enabled me to see animals with clear eyes.
Without that clarity even my ears seem to miss much of the sublime music of nature...
What a lonely species we have become.

The longer I watch the savannah elephants,
the more I listen,
the more I open.
They remind me of who I am...
May the guardian elephants hear my wish to collaborate with all the musicians of nature's orchestra.
I want to join the dance that has no steps.
I want to become the Dance."

- excerpt from Ashes and Snow: A Novel in Letters by Gregory Colbert


The Nomadic Museum

Colbert originally conceived the idea for a sustainable traveling museum in 1999. He envisioned a structure that could easily be assembled or recycled in each location and that would serve as the architectural component of the installation on its global journey.


The Arsenale inspired the architectural concepts of the Nomadic Museum, which debuted in New York in 2005. The first Nomadic Museum utilized shipping containers stacked in a checkerboard pattern to create the exterior and interior walls. The architecture of the Nomadic Museum continued to evolve as the exhibition traveled to Los Angeles in 2006 and Tokyo in 2007.


“The works themselves can't be separate from the architecture or the music or the films. When you walk into the building, you're literally inside the work of art itself.”

- Gregory Colbert


The most recent version of the Nomadic Museum was located on the Zócalo in Mexico City.
Designed by Colombian architect Simón Vélez in collaboration with Gregory Colbert, it demonstrated sustainable practices and an innovative architectural approach through the use of guadua bamboo as the primary structural component. The first of its kind, the 5,130 square meters (55,218 square feet) Zócalo Nomadic Museum was the largest bamboo building ever built.


Like all elements of Ashes and Snow, the Nomadic Museum will be redesigned and adapted to each new location and is charted to travel the globe with no final destination.


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